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Dia Mundial da Malária: Angola é o 8.º país do mundo com mais mortes por malária

Dia Mundial da Malária: Angola é o 8.º
país do mundo com
mais mortes por
malária


Publicado 24/04/2016 15:58:00

A propósito do Dia Mundial da Malária,
que se assinala amanhã, 25, a
organização não-governamental
Malaria Consortium, através da página
worldmalariaday.org, recorda os
avanços já alcançados e os desafios por
superar para atingir a excelência:
"Acabar com a Malária de Vez".

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Primeiro os progressos: Entre 2000 e
2015, a mortalidade por malária
diminuiu 60% a nível global e o número
de casos caiu 37%, o que se estima que
tenha permitido evitar um total
acumulado de 1,2 mil milhões de novos
doentes e salvar 6,2 milhões de vidas.

Agora os desafios: No ano passado,
ainda se registaram 214 milhões de
casos e a doença matou 438 mil pessoas,
90% das quais na África Subsaariana e
78% das quais crianças com menos de
cinco anos.

Entre os avanços e os obstáculos que se
colocam à meta global de "Acabar de
Vez com a Malária" - doença que, desde
2000, ainda mata uma criança a cada
dois minutos -, Angola ocupa a 8.ª
posição na lista de países onde mais se
morre de malária no mundo, registando
mais de 15 óbitos por dia.

Ainda assim, segundo o último relatório
global sobre a doença, divulgado em
Setembro pela Organização Mundial da
Saúde, nos últimos 15 anos o país
verificou um decréscimo entre 50 e 75%
na incidência da doença.

Também na mortalidade observam-se
progressos: Angola passou de 9.510
mortos em 2000 para 5.740 em 2014.
Investigador alerta para os riscos de cortes
na Saúde
"A palavra-chave é a sustentabilidade,
não interessa de um ano para o outro
ter uma grande diminuição se no ano
seguinte houver um grande aumento",
nota o investigador português Henrique
Silveira, do Instituto de Higiene e
Medicina Tropical (IHMT), alertando
para os efeitos da crise que Angola
atravessa.

"Se há que gerir orçamentos, a
tendência é dizer 'está controlado,
vamos cortar um bocadinho', só que esse
bocadinho pode fazer a diferença",
avisa.

Em entrevista à Lusa, o especialista
sublinha que "sempre que há
dificuldades económicas, há um
desinvestimento na saúde e, nesse caso,
a malária pode sofrer".

Henrique Silveira acrescenta que o
impacto do surto de febre-amarela não
deve ser negligenciado.
"Quando os recursos são escassos, se há
mais do que uma frente para tomar
conta, pode ser um perigo real, porque
embora os números da malária sejam
muito melhores do que há uma década,
se deixarmos de investir", há um risco
de retrocesso, afirma Henrique Silveira.
Para o investigador do IHMT, o mais
importante no combate à malária "é que
os indicadores vão descendo de
maneira contínua e de forma a que no
futuro não voltem a subir".

Isso mesmo ficou demonstrado com o
exemplo de São Tomé e Príncipe: teve
dois programas muito eficazes de
combate à malária, um na época
colonial e outro nos anos 1980, mas
devido ao desinvestimento os números
voltaram a subir muito rapidamente.
Já a nível global, o cientista Miguel
Prudêncio destaca que " a malária é
uma das áreas de investigação
prioritária",
Para este investigador do Instituto de
Medicina Molecular, em Lisboa, perante
os níveis de investimento na
investigação da malária e os progressos
que se têm registado, "talvez seja
realista pensar" na erradicação da
malária, embora "realisticamente", não
seja algo que se preveja acontecer na
próxima década.
"O problema é que desde há alguns anos
têm-se estabelecido metas para a
erradicação da malária e até agora
todas têm falhado", frisa o cientista.
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