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Há 37 anos no poder, Obiang Nguema está de novo na corrida para a presidência da Guiné Equatorial

Há 37 anos no poder,
Obiang Nguema está de
novo na corrida para a
presidência da Guiné
Equatorial


Publicado 24/04/2016 21:36:00
Cerca de 300 mil eleitores estão
inscritos para as eleições presidenciais
de hoje na Guiné Equatorial, votação em
que o actual Chefe de Estado, Teodoro
Obiang Nguema, no poder há 37 anos, é
considerado o principal favorito.

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Aos 73 anos, e depois de 37 na
presidência da Guiné Equatorial,
Teodoro Obiang Nguema parece
determinado em reforçar o estatuto de
Presidente africano há mais tempo no
poder.

Na corrida para mais um mandato de
sete anos, o Chefe de Estado parece
ansioso em celebrar mais uma vitória:
sem justificação oficial, Obiang
antecipou para hoje as eleições, que
deveriam ocorrer apenas em Novembro.
A mudança do calendário eleitoral não é
vista com bons olhos pela Frente da
Oposição Democrática (FOD), coligação
que reúne os principais partidos da
oposição na Guiné Equatorial e que, a
23 de Março, apelou ao boicote das
presidenciais, considerando estarem
reunidas todas as condições para
"fraudes".

Num clima de desconfiança e de troca
de acusações, a campanha eleitoral
terminou ensombrada, na madrugada
da passada sexta-feira, por incidentes
envolvendo apoiantes da oposição -
alguns deles feridos e outros detidos - e
militares fiéis ao regime de Obiang
Nguema.

No poder desde 1979, onde chegou
através de um golpe de Estado, Obiang
recandidata-se a novo mandato, à
frente de uma coligação de uma dezena
de forças políticas, entre elas o Partido
Democrático da Guiné Equatorial
(PDGE), de que é líder.

Os candidatos que defrontarão o
presidente cessante são Bonaventura
Monsuy Asumu, do Partido da Coligação
Social Democrata (PCSD), Carmelo Mba
Bakale, da Acção Popular da Guiné
Equatorial (APGE), Avelino Mocache
Mehenga, da União do Centro Direita
(UCD), e três candidatos independentes,
cujos partidos ainda não foram
legalizados, Agustin Masoko Abegue,
Benedicto Obiang Mangue e Tomas Mba
Monabang.

O regime de Obiang Nguema é
regularmente criticado por organizações
de defesa dos direitos humanos devido
à repressão dos opositores, da sociedade
civil e dos meios de comunicação social,
assim como pela extensão da corrupção.
As críticas rodearam de polémica a
entrada da Guiné Equatorial a
Comunidade dos Países de Língua
Portuguesa, consumada em Junho de
2014.
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