Kalupeteca Condenado A 28 Anos De Prisão (Leia Mais) [Vany Musik]

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Finalmente chegou o fim o caso que marcou a
actualidade internaciolnal "Caso Kalupeteka". O
tribunal do Huambo condenou hoje, dia 05 de
Abril o líder da seita “A luz do mundo”, Julino
Kalupeteka, a uma pena de 28 anos de cadeia
pelo homicídio de nove polícias, e 24 anos para
os seus correligionários.
A acusação do Ministério Público concluiu neste
processo que antes do crime, que aconteceu a
16 de Abril de 2015, quando se deram os
confrontos que levaram à morte, segundo a
versão oficial, de nove polícias e 13 fiéis, no
Huambo, os elementos daquela igreja ilegal
prepararam machados, facas, mocas para atacar
os “inimigos da seita ou mundanos”.
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Com as denúncias da oposição e de algumas
organizações – sempre negadas pelo governo –
apontando a morte de centenas de seguidores
daquela seita nos confrontos com a polícia no
monte Sume, Huambo.
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Durante o julgamento, que decorreu entre
Janeiro e Fevereiro, o líder da seita e principal
visado neste julgamento, José Julino Kalupeteka,
também apelidado de “profeta” pelos seus
seguidores e que advogava o fim do mundo em
2015, recusou a autoria dos confrontos ou dos
actos de violência que terminaram com a morte
dos agentes da polícia, que o tentavam prender,
na altura.
Em prisão preventiva há praticamente um ano,
Kalupeteka, de 46 anos, foi o principal visado
dos dez acusados e estava indiciado pela
coautoria material de nove crimes de homicídio
qualificado consumado, crimes de homicídio
qualificado frustrado e ainda de desobediência,
resistência e posse ilegal de arma de fogo.
A defesa, assegurada pelos advogados da
associação Mãos Livres e liderada por David
Mendes, insistiu que não ficou provado que o
líder da seita terá desobedecido, resistido às
autoridades ou orientado os seus seguidores a
criarem postos de vigilância para,
posteriormente, agredirem os agentes da Polícia
Nacional.
Em causa estão os confrontos entre os fiéis e a
polícia, cujos agentes tentavam dar cumprimento
a um mandado de captura – na sequência de
outro caso de violência na província vizinha do
Bié e que também estava a ser julgado – de
Kalupeteka e outros dirigentes e alguns dos
seguidores que estavam concentrados no
acampamento daquela igreja, no monte Sume.
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A acusação contra os homens, com idades entre
os 18 e os 54 anos, refere que as mortes dos
agentes da polícia resultaram essencialmente de
agressões com objectos contundentes, inclusive
paus, punhais e catanas, às quais alguns polícias
responderam com disparos.
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