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FMI prevê que economias de Angola e Moçambique cresçam menos este ano


FMI prevê que economias de Angola e Moçambique cresçam menos este ano
22:58 - 18-06-2016
 
A economia moçambicana deverá crescer apenas 6 por cento no presente ano, segundo o relatório sobre as perspetivas da Economia Mundial, enquanto a angolana vai crescer apenas 2,5 por cento mas deverá aumentar ligeiramente para 2,7% no próximo ano, de acordo com as previsões do Fundo Monetário Internacional (FMI).

No caso de Moçambique, apesar de registar um crescimento de 6 por cento, o FMI afirma ser a taxa mais baixa dos últimos 20 anos, afetada pela descida dos preços das matérias-primas e pelos adiamentos na exploração dos vastos recursos naturais, principalmente o gás natural.

Ainda assim, o país poderá conseguir crescer o dobro da média dos países da África subsaariana, que é de 3 por cento este ano, uma região onde o impacto da descida das matérias-primas, nomeadamente do petróleo, se fez sentir de forma muito significativa.

Relativamente a Angola, a expansão da sua economia este ano ficará apenas uma décima acima do valor mais baixo dos últimos 20 anos, e é explicada essencialmente pela descida dos preços internacionais do petróleo. No documento, os especialistas do FMI lembram que nos anos recentes Angola cresceu sempre acima dos 5 por cento.

A nível mundial, a economia deverá crescer 3,2 por cento este ano e acelerar o ritmo de crescimento para os 3,5% em 2017, embora estas projeções sejam agora mais pessimistas do que as apresentadas em janeiro. Na altura, o FMI esperava um crescimento económico mundial de 3,4 por cento em 2016 e de 3,6% em 2017.

Quanto às grandes economias emergentes, o FMI prevê que a China abrande o ritmo de crescimento para 6,5 por cento este ano para 6,2% no próximo. Já na Índia deverá ter um crescimento de 7,5 por cento nos dois anos, depois de ter crescido 7,3% em 2015. Os países da América Latina e Caraíbas deverão recuar 0,5 por cento este ano, mas crescer 1,5% em 2017.

Quanto às economias desenvolvidas, o relatório perspetiva um crescimento económico de 1,9 por cento em 2016 e 2% em 2017, valores que eram também mais otimistas em janeiro.
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