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Cidadão Carrega Bala No Abdómen Há 25 anos (Leia Mais)

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Cidadão carrega bala no
abdómen há 25 anos

 06 De abril 2016 Tamanho da Fonte: A A

Luanda - Vive com a mãe e dois
irmãos. Carrega no abdómen
uma bala e é deficiente visual. A sua vida é um
calvário, antes de contrair cegueira, em 1992,
no período dos confrontos durante a guerra
que dilacerou o país, nos conhecidos
confrontos de Luanda, uma bala o atingiu na
barrica e permanece aí até agora. Esta é a
cruz que Paulo A

ntónio, de 43 anos de idade,
carrega durante dezoito anos.

“Sinto a bala a andar no
corpo”
Natural de Luanda e residente no município do
Sambizanga, aquando dos confrontos de 1992
numa altura em que saía da casa de um amigo,
foi atingido por uma bala resultante do fogo
cruzado entre as forças do Governo e das
extintas FALAS, antigo exército armado da
UNITA de Jonas Savimbi.

Depois de baleado, Paulo António não pode
prosseguir a caminhada e decidira voltar para
a residência do amigo, onde foi assistido por
um enfermeiro que conseguiu extinguir o
sangue.
Três dias depois, quando os confrontos
indicavam cessar-fogo, procurou os serviços
do Hospital Josina Machel e depois de
observado foi mandado para casa por
alegadamente a bala estar muito distante e
complexo para cirurgia.

Inconformado, Paulo António não cruzou os
braços e recorreu ao Hospital Américo
Boavida, onde com ajuda de um médico que
se solidarizou com o seu caso, por falta de
dinheiro foi mandado novamente para casa
sobre o pretexto de que a bala estava distante
e não era possível fazer-se a cirurgia.
O tempo foi passando até que 1996, para o
mal dos pecados, do nada, Paulo António
contraiu cegueira e tudo se complicou.

Movimenta-se com ajuda de uma irmã e já
recorreu a todas as instituições de saúde do
Estado, mas não foi bem sucedido.

Dias após dia, segundo contou, nota que o
seu estado de saúde se degrada. “Sinto a bala
a andar no corpo e também quando arroto
sinto um cheiro estranho sair do estômago”,
disse. Segundo explicou, nos últimos anos
sente bastantes dores e de uma em uma hora,
tem de urinar. Isso mesmo ficou comprovado
durante a sua permanência na redacção deste
jornal.

Explicou que, tudo fez mas a falta de dinheiro
inviabilizou que fosse operado na medida em
que um médico que presta serviço no Hospital
Militar Principal se predispôs o ajudar, mas na
altura, pedia 500 dólares porque alegava que
não sendo a vítima militar, tinha de dar
gasosa a determinados chefes para facilitar a
cirurgia.

Não passou de intenção, porque Paulo
António não dispunha de tal valor. “Não tenho
a quem recorrer, por isso, gostaria pedir as
pessoas de boa fé, o Governo, as igrejas, para
que me ajudassem. Tenho fé posso ser curado
com ajuda de todos”, disse confiante.

Caso queira ajudar este cidadão que luta entre
a vida e a morte ligue para os seguintes
terminais telefónicos: 921 31 80 07;
916991422
Com tecnologia do Blogger.